sexta-feira, 18 de maio de 2012

Como evitar que alunos com necessidades especiais sejam rotulados


Alunos com necessidades especiais de aprendizagem se desenvolvem quando não são rotulados



A escola é o primeiro lugar que a criança frequenta fora de seu círculo familiar e a maneira como ela é tratada lá pode marcar toda a sua vida. Por isso, me preocupa quando, em encontros de formação com professores, percebo que alguns - muitas vezes, de forma inconsciente - rotulam os alunos, principalmente os que têm necessidades especiais de aprendizagem. É possível perceber isso ao ouvir, deles mesmos, expressões fortes, capazes de marcar os estudantes. Por exemplo: "O Marcos é Down". Melhor seria que o verbo fosse "ter" no lugar de "ser", como "o Marcos tem Down".
Quando dizemos que alguém é, automaticamente imputamos a ele um significante que o distingue dos outros. É como se o Antônio, por exemplo, recebesse uma placa: deficiente intelectual - fardo, inclusive, bastante pesado de carregar, pois determina de maneira categórica que o indivíduo só pode ser aquilo na vida, sem alternativas. Tudo o que ele vier a produzir - ou mesmo deixar de produzir - será creditado a essa característica. Quando os educadores agem assim, petrificam o estudante numa identidade que pode mortificá-lo.
Uma das funções da escola é possibilitar à criança perceber-se de maneira diferente da qual é reconhecida na estrutura familiar. Nesse sentido, ela tem a obrigação de exercer sua função libertadora. Quando há uma falha nessa atribuição, o que acontece é preocupante. Vamos dar um exemplo. Um pai, ao matricular o filho na Educação Infantil, fez questão de alertar a equipe pedagógica: "Ele é deficiente e acho que não vai aprender como os outros meninos. Se ficar aqui até o 5º ano, tá bom." A equipe - que era despreparada - aceitou a fala do pai. Durante boa parte da vida escolar, o estudante foi tomado como alguém incapaz de se desenvolver no campo cognitivo. Porém, num determinado semestre, a professora titular precisou ausentar-se e a substituta, nova no quadro docente - e, portanto, desinformada sobre o significante previamente anunciado -, conseguiu alfabetizá-lo em tempo considerado recorde por desconhecer a sentença "ele não aprenderá a ler e escrever". Ela nada mais fez do que sua obrigação: ensinou o que deveria ensinar. O menino respondeu à demanda e conseguiu se libertar do único significante que o marcava (e que lhe custou tanto tempo, tanta vida).
Por que a rotulação de alunos com deficiência ou com qualquer dificuldade de aprendizagem ocorre com tanta frequência? Quando o educador percebe que a criança não aprende da forma como planejou, ele começa a procurar uma explicação para o fato. Quem tem qualquer tipo de deficiência geralmente recebe a "marca" de suas deficiências. Os outros, na maioria das vezes, são encaminhados para a área de saúde para que seja feito um diagnóstico. Muitos educadores esperam que médicos, psicólogos e psiquiatras elaborem, com seus conhecimentos específicos, uma justificativa para o fracasso escolar. Infelizmente, alguns atendem à demanda.

O diagnóstico é importante, sim, mas apenas para que todos os adultos que convivem com esses jovens possam sempre ajudá-los a usufruir da relação com o outro que se estabelece na escola, a sentir prazer no ato de aprender e a aproveitar os ambientes que frequentam da melhor maneira possível, com propriedade e conhecimento. O parecer médico jamais pode ser usado com a finalidade de marcar o indivíduo.

Sigmund Freud (1856-1939) defendeu que educar é da ordem das coisas impossíveis. Com isso, ele quis dizer que o aluno nunca corresponderá totalmente às expectativas de quem ensina. Por mais que se tente, algo sempre faltará - e é essa falta que faz com que o aprendiz busque saber mais. Esses desencontros são de ordem estrutural e sempre existirão nessa relação. Assim, educadores e estudantes viveriam uma condição de impossibilidade. Quem não suporta nem aceita essa situação tende a fazer do diagnóstico a justificativa para os possíveis desencontros - e dificuldades -, em vez de buscar maneiras de enfrentá-los. Mesmo ciente de que os impasses fazem parte do jogo, assim como perguntas sem respostas e angústias sem solução, o educador deve ter certeza de que ele é, sim, o responsável pela aprendizagem de cada um dos alunos e tem de educá-lo até o limite das suas possibilidades.

Uma das funções do orientador educacional é observar os detalhes do cotidiano escolar e descobrir se ocorrem situações em que as crianças com deficiência ou necessidades especiais de aprendizagem estejam sendo rotuladas, intencionalmente ou não. Ele pode oferecer permanentemente à equipe pedagógica e a todos os funcionários - que também são educadores - as informações necessárias para que possam exercer o papel de agentes da socialização desses alunos e assegurar que as condições de aprendizagem de todos estejam garantidas.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Site Legislação sobre Educação Educação Especial


Legislação Específica / Documentos Internacionais


LEIS


Constituição Federal de 1988 - Educação Especial -  pdf

Lei nº 9394/96 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDBN
Lei nº 9394/96 – LDBN - Educação Especial - txt | pdf
Lei nº 8069/90 - Estatuto da Criança e do Adolescente - Educação Especial - txt | pdf
Lei nº 8069/90 - Estatuto da Criança e do Adolescente
Lei nº 10.098/94 - Estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências
Lei nº 10.436/02 - Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras e dá outras providências
Lei nº 7.853/89 - CORDE - Apoio às pessoas portadoras de deficiência - txt | pdf

Lei Nº 8.859/94 - Modifica dispositivos da Lei nº 6.494, de 7 de dezembro de 1977, estendendo aos alunos de ensino especial o direito à participação em atividades de estágio - pdf

DECRETOS
Decreto Nº 186/08 - Aprova o texto da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e de seu Protocolo Facultativo, assinados em Nova Iorque, em 30 de março de 2007

Decreto nº 6.949 - Promulga a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo, assinados em Nova York, em 30 de março de 2007


Decreto Nº 6.094/07 - Dispõe sobre a implementação do Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação


Decreto Nº 6.215/07 - institui o Comitê Gestor de Políticas de Inclusão das Pessoas com Deficiência – CGPD


Decreto Nº 6.214/07 - Regulamenta o benefício de prestação continuada da assistência social devido à pessoa com deficiência


Decreto Nº 6.571/08 - Dispõe sobre o atendimento educacional especializado


Decreto nº 5.626/05 - Regulamenta a Lei 10.436 que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS

Decreto nº 2.208/97 - Regulamenta Lei 9.394 que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional

Decreto nº 3.298/99 - Regulamenta a Lei no 7.853, de 24 de outubro de 1989, dispõe sobre a Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, consolida as normas de proteção, e dá outras providências

Decreto nº 914/93 - Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência

Decreto nº 2.264/97 - Regulamenta a Lei nº 9.424/96

Decreto nº 3.076/99 - Cria o CONADE

Decreto nº 3.691/00 - Regulamenta a Lei nº 8.899/96

Decreto nº 3.952/01 - Conselho Nacional de Combate à Discriminação

Decreto nº 5.296/04 - Regulamenta as Leis n° 10.048 e 10.098 com ênfase na Promoção de Acessibilidade

Decreto nº 3.956/01 – (Convenção da Guatemala) Promulga a Convenção Interamericana para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Pessoas Portadoras de Deficiência


PORTARIAS

Portaria nº 976/06 - Critérios de acessibilidade os eventos do MEC - txt | pdf
Portaria nº 1.793/94 - Dispõe sobre a necessidade de complementar os currículos de formação de docentes e outros profissionais que interagem com portadores de necessidades especiais e dá outras providências - txt | pdf
Portaria nº 3.284/03 - Dispõe sobre requisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de deficiências, para instruir os processos de autorização e de reconhecimento de cursos, e de credenciamento de instituições - txt | pdf
Portaria nº 319/99 - Institui no Ministério da Educação, vinculada à Secretaria de Educação Especial/SEESP a Comissão Brasileira do Braille, de caráter permanente - txt | pdf
Portaria nº 554/00 - Aprova o Regulamento Interno da Comissão Brasileira do Braille - txt | pdf
Portaria nº 8/01 - Estágios - txt | pdf

RESOLUÇÕES
Resolução nº4 CNE/CEB - pdf

Resolução CNE/CP nº 1/02 - Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores - txt | pdf
Resolução CNE/CEB nº 2/01 - Normal 0 21 Institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica - txt | pdf
Resolução CNE/CP nº 2/02 - Institui a duração e a carga horária de cursos - txt | pdf
Resolução nº 02/81 - Prazo de conclusão do curso de graduação - txt | pdf

Resolução nº 05/87 - Altera a redação do Art. 1º da Resolução nº 2/81 - txt | pdf

AVISO
Aviso Circular nº 277/96 - Dirigido aos Reitores das IES solicitando a execução adequada de uma política educacional dirigida aos portadores de necessidades especiais - txt | pdf


DOCUMENTOS INTERNACIONAIS


Convenção ONU Sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência 2007.


Carta para o Terceiro Milênio- txt | pdf
Declaração de Salamanca- txt | pdf
Conferência Internacional do Trabalho- txt | pdf
Convenção da Guatemala- txt | pdf
Declaração dos Direitos das Pessoas Deficientes- txt | pdf
Declaração Internacional de Montreal sobre Inclusão- txt | pdf

Teste sobre Inclusão elaborado Profa Maria Teresa Mantoan

______________________________________________________________
TESTE SEU PODER DE INCLUSAO
Maria Teresa Eglér Mantoan
______________________________________________________________
Para esse breve exame, as regras são:
1. Colocar-se na condição dos professores(as) que aqui apresentaremos.
2. Escolher a alternativa que você adotaria em cada caso, mas sem pensar
muito, respondendo com o que vem mais rápido à cabeça.
3. Descobrir e aprender mais sobre si mesma (o).



Responda às questões e confira.
1.  A professora Sueli procura incluir um aluno com deficiência mental em
    sua turma de 1ª série. Tudo caminha bem em relação à socialização
    desse educando, mas diante dos demais colegas o atraso intelectual do
    aluno é bastante significativo.

Nesse caso, como você resolveria a situação?
(A) Encaminharia o aluno para o atendimento educacional especializado
     oferecido pela escola?
(B)     Solicitaria a presença de um professor auxiliar ou itinerante para
     acompanhar o aluno em sala de aula?
(C) Esperaria um tempo para verificar se o aluno tem condições de se
     adaptar ao ritmo da classe ou precisaria de uma escola ou classe
     especial?

2.  Júlia é uma professora de escola pública que há quatro anos leciona na
    2ª série. Há um fato que a preocupa muito atualmente: o que fazer com
    alguns de seus alunos, que estão cursando pela terceira vez aquela
    série?
Para acabar com suas preocupações, qual seria a melhor opção?
(A) Encaminhá-los a uma sala de alunos repetentes, para ser mais bem
     atendidos e menos discriminados?
(B) Propor à direção da escola que esses alunos sejam distribuídos entre
     as outras turmas de 2ª série, formada por alunos mais atrasados?
(C) Reunir-se com os professores e a diretora da escola e sugerir que esses
     alunos se transfiram para turmas da mesma faixa etária e até mesmo
     para as classes de Educação de Jovens e Adultos (EJA), caso algum já
     esteja fora da idade própria do ensino fundamental?

3.  Cecília é uma adolescente com deficiência mental associada a
    comprometimentos físicos; ela está freqüentando uma turma de 3ª série
    do ensino fundamental, na qual a maioria dos alunos é bem mais nova
    do que ela. A professora percebeu que Cecília está desinteressada pela
    escola e muito apática.
Qual a melhor saída, na sua opinião, para resolver esse caso?
(A) Chamar os pais de Cecília e relatar o que está acontecendo, sugerindo-
     lhes que procurem um psicólogo para resolver o seu problema?
(B) Avaliar a proposta de trabalho dessa série, em busca de novas
     alternativas pedagógicas?
(C) Concluir que essa aluna precisa de outra turma, pois a sua condição
     física e problemas psicológicos prejudicam o andamento escolar dos
     demais colegas?

4.  Numa 2ª série de ensino fundamental, em que há alunos com deficiência
    mental e outros com dificuldades de aprendizagem, mas por outros
    motivos o professor Paulo está ensinando operações aritméticas. Esses
    alunos não conseguem acompanhar o restante da turma na
    aprendizagem do conteúdo proposto.
O que você faria, se estivesse no lugar do professor Paulo?
(A) Reuniria esse grupo de alunos e lhes proporia as atividades facilitadas do
     currículo adaptado de matemática?
(B) Distribuiria os alunos entre os grupos formados pelos demais colegas e
     trabalharia com todos, de acordo com suas possibilidade de
     aprendizagem?
(C) Aproveitaria o momento das atividades referentes a esse conteúdo para
     que esses alunos colocassem em dia outras matérias do currículo, com
     o apoio de colegas voluntários?


5.  Fábio é um aluno com autismo que freqüenta uma turma de 3ª série. É o
    seu primeiro ano em uma escola comum e ele incomoda seus colegas,
    perambulando pela sala e interferindo no trabalho dos grupos.
Que decisões você tomaria para resolver a situação, caso fosse o(a)
professor(a) desse grupo?
(A) Solicitaria à direção da escola que retirasse Fábio da sala, pois o seu
     comportamento está atrapalhando o desempenho dos demais alunos e
     o andamento do programa?
(B)   Marcaria uma reunião com o coordenador da escola e solicitaria uma
     avaliação e o encaminhamento desse aluno para uma classe ou uma
     escola especial?
(C)    Reuniria os alunos e proporia um trabalho conjunto com a turma em
     que todos se comprometeriam a manter um clima de relacionamento
     cooperativo de aprendizagem na sala de aula?

 6.  Guilherme é uma criança que a escola chama de “hiperativa”. Ele gosta
     muito de folhear livros de histórias. Ocorre que freqüentemente rasga
     e/ou suja as páginas dos livros, ao manuseá-los sem o devido cuidado.
 O que você lhe diria, caso fosse seu (sua) professor(a)?
 (A) “Hoje você não irá ao recreio, porque rasgou e sujou mais um livro”.
 (B) “Vou ajudá-lo a consertar o livro, para que você e seus colegas possam
      ler esta linda história”.
 (C) “Agora você vai ficar sentado nesta mesinha, pensando no que acabou
      de fazer”.

 7.  Norma é professora de uma 4ª série de ensino fundamental e acabou de
     receber um aluno cego em sua turma. Ela não o conhece bem, ainda. No
     recreio, propõe à turma um jogo de queimada. É nesse momento que
     surge o problema: o que fazer com Paulo, o menino cego?
 Arrisque uma “solução inclusiva” para este caso.
 (A)   Oferecer-lhe outra atividade, enquanto os demais jogam queimada,
      fazendo-o entender o risco a que esta atividade o expõe e a
      responsabilidade da professora pela segurança e integridade de todos
      os seus alunos.
 (B) Perguntar ao Paulo de quais jogos e esportes ele tem participado e se
      ele conhece as regras da queimada.
 (C) Reunir a turma para resolver a situação, ainda que na escola não exista
      uma bola de meia com guizos.

8.   Maria José é professora de escola pública e está às voltas com um aluno
     de uma turma de 5ª série. Ele tem 12 anos, é muito agressivo e mal
     educado, desbocado e desobediente e não se submete à autoridade dos
     professores nem à das demais pessoas da escola; sempre arruma uma
     briga com os colegas, dentro da sala de aula, ameaçando-os com um
     estilete.
 O que você faria no lugar dessa professora aterrorizada?
 (A) Estabeleceria novas regras de convivência entre todos e, em seguida,
     analisaria com a turma os motivos que pode nos levar a agir com
     violência?
 (B) Enfrentaria as brigas, retirando o aluno da sala de aula e entregando-o à
     direção da escola?
 (C) Tentaria controlar essas situações, exigindo que o menino entregasse o
     estilete, para que os demais alunos se acalmassem?

9.  Sérgio é um aluno surdo. Ele tem 13 anos de idade e freqüentou, até o
    momento, uma escola de surdos. Esse aluno está no seu primeiro dia de
    aula em uma escola comum. A professora, percebendo que Sérgio não
    fazia leitura labial, procurou a diretora da escola para questionar a
    admissão desse aluno em sua turma, uma vez que ele não sabe se
    comunicar em Libras (Língua Brasileira de Sinais).
Se você fosse a professora de Sergio, antes de tomar essa atitude:
(A) Chamaria os pais desse aluno e os convenceria de que a escola de
     surdos era mais apropriada para as necessidades dele?
(B) Procuraria saber quais as obrigações e direitos desse aluno e buscaria o
    recurso adequado à continuidade de seus estudos na escola comum?
(C) Providenciaria a presença de um intérprete de Libras, solicitando um
    convênio com uma entidade local especializada em pessoas com
    surdez?

Conte os pontos e confira o seu poder de inclusão, ou melhor, a sua
imunidade ao vírus da exclusão:
       1      a) 3  b) 2  c) 1
       2     a) 1   b) 2  c) 3
       3     a) 2   b) 3  c) 1
       4     a) 1   b) 3  c) 2
       5     a) 1   b) 2  c) 3
       6     a) 1   b) 3  c) 2
       7     a) 1   b) 2  c) 3
       8     a) 3   b) 1  c) 2
       9     a) 1   b) 3  c) 2
RESULTADO:

De 27 a 23 pontos
Imune à exclusão!
Você está apto a enfrentar e vencer o vírus da exclusão, pois já entendeu o
que significa uma escola que acolhe as diferenças, sem discriminações de
qualquer tipo. Compreendeu também que a inclusão exige que os
professores atualizem suas práticas pedagógicas para que possam oferecer
um ensino de melhor qualidade para todos os alunos. Parabéns! Não se
esqueça, porém, de que o atendimento educacional especializado deve ser
assegurado a todos os alunos com deficiência, como uma garantia da
inclusão.

De 22 pontos a 16 pontos
No limite. Você precisa se cuidar!
Atenção, pois você está vivendo uma situação de fragilidade em sua saúde
educacional. Cuidado! É preciso que você tome uma decisão e invista na sua
capacidade de se defender do vírus da exclusão. Quem fica indeciso entre
enfrentar o novo, no caso, a inclusão de todas as crianças nas escolas
comuns, ou incluir apenas alguns, ou seja, os alunos que conseguem
acompanhar a maioria, está vivendo um momento difícil e perigoso. Você
está comprometendo a sua capacidade de ensinar e a possibilidade dos
alunos de aprender com alegria!

De 15 a 9 pontos
Altamente contaminado.
Tome todas as providências para se curar dos males que o vírus da exclusão
lhe causou. Há muitas maneiras de se cuidar, mas a que recomendamos é
um tratamento de choque, porque o estrago é grande! Você precisa,
urgentemente, se tratar, mudando de ares educacionais, tomando de
injeções de ânimo para adotar novas maneiras de atuar como professor (a).
Outra medicação recomendada é uma alimentação sadia, muito estudo, troca
de idéias, experimentações, ousadia para mudar o seu cardápio pedagógico.
Tente colocar em prática o que tem dado certo com outros que se livraram
desse vírus tão voraz e readquira o seu poder de profissional competente.
Boa recuperação!


“Pérolas” falsas ou verdadeiras?
Como distingui-las, quando o assunto é a inclusão de alunos com deficiência
nas escolas comuns?
Marque verdadeiro ou falso e descubra se você é ou não um(a) professor(a)
inclusivo (a).
Não seja mais um(a) excluído(a) da escola!

1. As escolas especiais vão acabar, se até os alunos com deficiência grave
     forem incluídos nas escolas comuns.
     Verdadeiro ( )        Falso ( )

2. Sem uma preparação anterior e sem conhecimento de como se ensinam
     os alunos com diferentes tipos de deficiência, mental, física, auditiva etc.,
     o(a) professor(a) de escola comum não poderá aceitar esses alunos em
     suas salas de aula.
     Verdadeiro ( )        Falso ( )

3. Os currículos adaptados não são indicados a alunos com deficiência
     quando incluídos em turmas comuns de ensino fundamental.
     Verdadeiro ( )       Falso ( )

4. Alunos com grandes comprometimentos físicos, mentais, surdez
     profunda e outros não podem ser incluídos em escolas comuns de
     educação infantil, ensino fundamental e ensino médio.
     Verdadeiro ( )       Falso ( )

5. O ensino especial é garantia da inclusão escolar de alunos com
     deficiência.
     Verdadeiro ( )       Falso ( )

6. A escola especial não tem como fim substituir o ensino que é ministrado
     nas escolas comuns.
     Verdadeiro ( )       Falso ( )

7. Diversificar o ensino para alguns alunos, como os que têm uma
     deficiência ou problemas de aprendizagem, não é indicado para que a
     inclusão escolar desses alunos aconteça.
     Verdadeiro ( )       Falso ( )

8.   A escola que não se sentir preparada pode se negar a receber
     determinados alunos que tenham uma deficiência.
     Verdadeiro ( )        Falso ( )

9. O(A) professor(a) deve reconhecer e valorizar diferentes níveis de
     compreensão nas respostas de seus alunos (com e sem deficiência) a
     uma mesma pergunta.
     Verdadeiro ( )        Falso ( )

10. Não é porque o(a) professor(a) ensinou que o aluno deve,
     automaticamente, aprender. Os alunos com deficiência aprendem como
     os demais colegas, construindo ativamente o conhecimento.

     Verdadeiro ( )       Falso ( )

Respostas

   1- Falso
   Porque as escolas especiais têm a função de complementar (não
   substituir) o ensino de pessoas com deficiência, incluídas nas escolas
   comuns, por meio do atendimento educacional especializado. Esse
   atendimento é completamente diferente do ensino escolar e deverá ser
   oferecido, preferencialmente, nas escolas comuns. Mas nada contra o fato
   de ele ser também oferecido em escolas especiais.

   2- Falso
   Porque os(as) professores(as) comuns não são responsáveis pelo ensino
   de conteúdos especializados para cada tipo de deficiência (código braile,
   orientação e mobilidade, uso de tecnologia assistiva, ensino de Libras e
   de português como segunda língua dos surdos etc.), que são da
   competência dos(as) professores(as) do ensino especial. Aos professores
   e professoras do ensino regular compete apenas o ensino dos conteúdos
   curriculares. Os alunos com e sem deficiência aprendem todos juntos
   esses conteúdos, quando as práticas escolares não são excludentes.

   3- Verdadeiro
   Porque em uma escola inclusiva não se discriminam os alunos com
   deficiência oferecendo-lhes atividades facilitadas, que têm objetivos
   limitados e são diferentes das oferecidas aos seus colegas. As atividades
   devem ser diversificadas para que todos os alunos possam escolhê-las e
   realizá-las, livremente.

   4- Falso
   Porque pela Constituição de 1988 todos os(as) brasileiros(as),
   incondicionalmente, têm direito à educação, dos 7 aos 14 anos, faixa
   etária em que o ensino escolar é obrigatório. Não há nada que impeça
   esses alunos de freqüentar as escolas comuns, em todas as etapas do
ensino básico e no ensino de nível superior. Todos nós aprendemos com
a experiência da diferença entre colegas de turma!

5- Verdadeiro
Porque a nossa Constituição, que garante o ensino regular a todos os
brasileiros, também assegura aos alunos com deficiência o atendimento
educacional especializado. Esse atendimento é complementar e diferente
do que é ensinado nas salas de aula comuns e oferecido por professores
do ensino especial - uma modalidade que não substitui ensino regular.

6- Verdadeiro
Insistimos nessa situação, porque precisamos ter muito claro que as
escolas especiais não devem continuar ministrando ensino escolar
especializado, como acontece, habitualmente. Elas devem se dedicar à
prestação do atendimento educacional especializado.

7- Verdadeiro
Porque em uma escola inclusiva o(a) professor(a) não diversifica o
ensino, mas as atividades que propõe a todos os alunos, com e sem
deficiência, na sala de aula.

8- Falso
Porque pela nossa Constituição não se pode negar ou fazer cessar
matrícula escolar de qualquer aluno, especialmente quando o motivo é a
deficiência.

9- Verdadeiro
Porque, ao contrário do que a maioria dos(as) professores(as) pensa,
ensinar é um ato coletivo e aprender é um ato individual e intransferível.
Com isso queremos dizer que não se pode exigir que todos aprendam
dado conhecimento, igualmente, e pelos mesmos caminhos. As respostas
de uma turma de alunos refletem esses caminhos do saber que são
singulares, próprios de cada um de nós e, portanto, devem ser
reconhecidos e valorizados nas suas diferenças.

10- Verdadeiro
Porque ensinar é disponibilizar o conhecimento da melhor maneira
possível, para que os alunos aprendam e tenham garantido o seu “lugar
de saber” na escola, conquistado com esforço próprio, interesse e desejo
de conhecer cada vez mais!
Resultados

De 7 a 10 pontos: Primeira chamada
Parabéns! Você, certamente, procura estar em dia com seus conhecimentos
educacionais e é um(a) profissional que se empenha no sentido de colocar
em prática o que aprende de novo, vencendo os desafios escolares, entre os
quais a inclusão de alunos com deficiência nas escolas comuns. Continue
assim e contagie os(as) colegas com seu sucesso!

De 4 a 6 pontos: Lista de espera
Procure dedicar-se mais a esse estudo, lendo, pesquisando, participando de
encontros de professores, fóruns de educação inclusiva, Conselhos de
pessoas com deficiência de sua cidade etc. Você não deve ficar à margem do
que está acontecendo de novo na educação, pois pode perder o trem do
futuro. Não fique mais nessa lista, pois nem sempre estará garantido o seu
lugar na escola inclusiva.
Menos de 4 ponto: Reprovação !!!!!
Procure ler mais, informar-se sobre os direitos das pessoas com deficiência à
educação inclusiva. O(A) professor(a) tem obrigação de conhecer o assunto.

Sites Interessantes sobre Educação Especial

Gerais
 
    Centro que oferece software, publicações, links para outros sites sobre pessoas com deficiências.
    Informações variadas de recursos.
    Vários recursos e links relacionados a deficientes.
    CEDIPOD centro de Documentacao e Informacao ao portador de Deficiencia.
    Centro que oferece software, publicações, links para outros sites sobre pessoas com deficiências.
Realidade Virtual
    Um estudo feito pela universidade de washington.
    SigningAvatar é um produto(em inglês) que utiliza atores virtuais em 3D que possuem expressão facial, linguagens oral, escrita e de sinais para a educação de surdos.
Acessibilidade
    Site com informações sobre cascade style sheets
    Informações sobre acessibilidade em conteúdo WEB
    Site francês sobre recursos para deficientes visuais
    Site do governo francês
    Informações sobre acessibilidade em JAVA
    Destina-se a todos os que desejam facilitar o acesso ao computador, ao software e à Internet.
    Site paulista com informações sobre acessibilidade

Greve Servidores Municipais de Campinas SP



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Servidores mantêm greve nesta quinta-feira (17)


Paralisação chega ao seu 4° dia útil sem acordo entre servidores e governo municipais


17/05/2012 - 10h55 . Atualizada em 17/05/2012 - 11h25





Servidores públicos do município permanecem em greve
(Foto: Elcio Alves/AAN)



A paralisação dos servidores públicos de Campinas  chega ao seu 4º dia útil e não tem previsão para encerrar, como aponta a assembleia realizada na última quarta-feira (16). A categoria pede um aumento salarial de 13,18% além de acréscimo de valores nos benefícios como o vale-alimentação.

A Prefeitura fez uma proposta de aumento de 5,39%, esta foi rejeitada pelo sindicato que aguarda uma nova reunião com o secretário de Recursos humanos, Nílson Balbo. O governo afirma que esta é a porcentagem de aumento que a lei permite que seja feita em ano eleitoral como o de 2012. Os eleitores campineiros irão às urnas em outubro para decidir quem assumirá os cargos de prefeito e vereadores a partir de 2013.

O encontro entre o secretário e a Comissão Permanente de Negociação do sindicato dos Servidores públicos ainda não foi agendada. No entanto a prefeitura já mostrou que não irá alterar a base de cálculo para o aumento que tem como base o índice de inflação dos últimos 12 meses, esta conta aponta o aumento sugerido pelo governo de 5,39%.

No entanto, a Prefeitura afirmou que outros assuntos e reivindicações dos grevistas podem ser discutidos como a licença-prêmio, plano de cargos, avaliação de desempenho e assuntos de responsabilidade de outras secretarias.

Independente de como for a reunião e propostas, a decisão entrará em vigor após ser votada na Câmara dos Vereadores. Até a manhã desta quinta-feira nenhum projeto havia sido protocolado na Câmara.

Universidade lança 44 novos títulos digitais para download gratuito

Em uma iniciativa da Editora Unesp e da Pró-Reitoria de Pós-Graduação (Propg), a Unesp lança, hoje (9/5), às 9h, 44 novos livros virtuais gratuitos. Eles integram o selo Cultura Acadêmica e dão continuidade à Coleção Propg Digital, que oferece obras inéditas para download.     Escritos por professores, mestres e doutores ligados à Unesp, os e-books são resultados de pesquisas em temas dos mais variados e buscam contribuir para a democratização do conhecimento produzido na universidade.     

O lançamento será na sede da Editora Unesp, em São Paulo, e terá mesa de abertura com a participação do vice-reitor no exercício da reitoria, Julio Cezar Durigan, da pró-reitora de Pós-Graduação, Marilza Vieira Cunha Rudge, do diretor-presidente da Editora Unesp, José Castilho Marques Neto e do seu editor executivo, Jézio Hernani Bomfim Gutierre.

Após a mesa, o público terá acesso aos livros na degustação digital, com tabletes à disposição dos leitores, com a versão integral das obras lançadas. Depois da “degustação” e, ao longo do dia, os autores concederão entrevistas individuais transmitidas ao vivo pelo endereço www.unesp.br/tv .

Cada uma das entrevistas terá 15 minutos e elas serão divididas em dois blocos – o primeiro das 11h30 às 12h30, e o segundo, das 14h às 17h.

1.000 livros em 2020

A coleção teve sua primeira fase em 2010, quando foram lançadas 44 obras. Em 2011, houve mais 50 novos títulos. Somente de fevereiro de 2011 a fevereiro de 2012 foram contabilizados 84 mil downloads dessas obras. A meta do projeto, agora com 138 livros, é publicar mil títulos até 2020, permitindo um amplo acesso à produção acadêmica da Unesp.

Os 44 novos livros e parte dos 94 que já integravam a coleção, também podem ser adquiridos na versão impressa sob demanda. No conjunto das novas obras, há títulos de diversas áreas, como sociologia, política, comunicação, psicologia, geografia e literatura. Para conhecer todos os títulos e os autores que integram a Coleção Propg Digital, acessehttp://bit.ly/ipKHX8 .

Confira também entrevistas em áudio com os autores em http://podcast.unesp.br/perfil . As falas podem ser localizadas pelo título do livro ou pelo nome do autor da obra.

A Editora Unesp fica na Praça da Sé, 108, no Centro de São Paulo. O lançamento da Coleção Propg Digital será no 7º andar.

Assessoria de Comunicação e Imprensa

 

Site

http://www.unesp.br/cgb/noticia.php?artigo=8386

 

 


segunda-feira, 14 de maio de 2012

Atividades na unidade escolar

Aluna fazendo cartaz para a semana cultural 2011



JEMA
Jogos adaptados no Municipio de Campinas SP


Apresentação do Festival de Música tema: Bullying
Dando entrevista para EPTV campinas /SP, na Emef João Alves